terça-feira, 28 de junho de 2011

Te Encontrei

Situação que me emocionou: hoje, depois de 1 mês de procura, finalmente encontrei um grande amigo no facebook. Engraçado como são as coisas, antes de adicioná-lo fiquei pensando se ele se lembraria de mim, se teria algo contra me adicionar, se realmente sentiria o que eu sinto em relação a ele. Nós fomos amigos por apenas 4 meses, mas foi algo extremamente intenso, ele foi o meu ombro quando mais precisei, me viu sorrir e chorar, me fez sentir a melhor pessoa do mundo e me convenceu a aproveitar cada minuto daqueles 6 meses. Graças a esse amigo, assisti mais de 10 filmes no cinema, em inglês e sem legenda. Graças a ele, descobri coisas incríveis em um Liquor Bar e sentei na beira da rua para tomar cerveja e rir de mil bobagens.
Não sei se ele vai se lembrar, ou sequer me adiconar, mas só de encontrá-lo, a sensação dos momentos que passamos juntos, foi muito boa! :)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Cravo não Brigou com a Rosa



Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".


Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?


É Villa Lobos, cacete!


Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.


Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.


Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.


Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias o u coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.


Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.


Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.


Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.


O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra pqp e o centroavante pereba tomar no. . ., cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.


Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".


Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.


Abraços, Luiz Antônio Simas


(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio)

terça-feira, 14 de junho de 2011

RECOMEÇAR


Não importa aonde você parou... em que momento da vida você cansou... o que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo... é renovar as a vida e o mais importante... acreditar em você de novo.Sofreu muito nesse período ?Foi aprendizado...Chorou muito ?Foi limpeza da alma...Ficou com raiva das pessoas ?Foi Para perdoá-las um dia...Sentiu-se só por diversas vezes ?É por que fechaste a porta para os anjos...Acreditou que tudo estava perdido ?Era o início de tua melhora...Pois é... Agora é hora de reiniciar... de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo.Que tal um novo emprego ?Uma nova profissão ?Um corte de cabelo arrojado... diferente... ?Um novo curso...? Ou aquele velho desejo de aprender a pintar... desenhar... dominar o computador... ou qualquer outra coisa...Olha quanto desafio... quanta coisa nova nesse mundão de Deus te esperando.Tá se sentindo sozinho ? Besteira... tem tanta gente que você afastou nesse seu período de isolamento... tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para chegar pertinho de você.Quando nos trancamos na tristeza... nem nós mesmos nos suportamos... ficamos horríveis... o mal humor vai comendo nosso fígado... até a boca fica amarga.Recomeçar... hoje é um bom dia para começar novos desafios.Onde você quer chegar ?Ir alto... ? Então sonhe alto... queira o melhor do melhor... queira coisas boas para a vida... pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos... se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos... já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor... o melhor vai se instalar na nossa vida.E é hoje o dia da faxina mental... Vamos lá... joga fora tudo que te prende ao passado... ao mundinho de coisas tristes... fotos... peças de roupa... papel de bala... ingressos de cinema, bilhetes e viagens... e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados... jogue tudo fora... mas principalmente... esvazie seu coração... fique pronto para a vida... para um novo amos... Lembre-se somos apaixonáveis... somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes... afinal de contas... Nós somos o “Amor”...Porque somos do tamanho daquilo que vemos, e não do tamanho da nossa altura.

(Carlos Drummond Andrade)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Envelhecemos quando...


Você já teve aquela sensação de que você está envelhecendo? Não estou falando de ficar velho, com doenças do tempo, mas sim de pensamentos e sentimentos de nostalgia.
Me pego algumas vezes com frases na cabeça como:
"Essas crianças não tem pai nem mãe?" (momento em que vejo adolescentes de 18 ou 19 anos na mesma boate que eu).
"No meu tempo era tão diferente!" (quando vejo crianças brincando com vídeo games ao invés de bonecas ou carrinhos).
"Meu Deus! Isso é coisa de outro mundo!" (quando grupos de adolescentes grunges ou "Emos" estão reunidos, vestidos de preto e fumando um cigarro no meio da rua).
"Nossa, cansei!" (quando volto meia-noite pra casa, em pleno sábado, com dores no pé e ouvidos zunindo).
Me desespero ao lembrar o quanto voltar pra casa às 5 da manhã era valioso e revigorante, e que dormir até meio-dia era descanso e não perda de tempo. E que hoje, prefiro o sofá do que a cama e que caminhar dói os pés e a coluna, mas que é saudável e precisa ser feito.
Percebi que estava ficando adulta e mais responsável, quando troquei os livros de aventuras pelos de amor e as séries de televisão, pelos dramas das novelas.
Comecei a ver a culpa de comer um sanduíche, se tornou em preocupação. Antes eu só queria ficar esbelta, agora já é bom se estiver saudável.
Troquei as festas de aniversário de 15 anos por casamentos e batizados e as baladas pelo happy hour. Descobri que fico algumas horas a mais no trabalho e isso faz com que eu perca os horários do cinema.
Pensando bem... acho que eu não estou envelhecendo e sim amadurecendo. Idéias, opiniões, amadurecendo a vida e a preparando para outro passo. Deixando um pouco a minha família para construir outra. Digamos que isso seja um rito de passagem para uma nova experiência de felicidade.
Espero ainda me pegar sentindo falta do momento de agora assim como hoje sinto falta do momento de antes...