quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Comer, Rezar e Amar

Acabei de assistir o filme com Julia Roberts e Javier Barden que foi baseado no livro de Elisabeth Gilbert, onde ela conta a história de quando, aos 30 anos e depois de algumas desilusões amorosas, resolve buscar a sua essência, viajando por 1 ano. Os destinos são Itália, Índia e Bali.
Ao assistir esse filme, acredito que a autora toca no ponto chave para repensarmos sobre o que estamos fazendo com as nossas escolhas e se essas escolhas são mesmo feitas por nós ou se as fazemos por influência de alguém ou de algum lugar.
Quantas vezes não mudamos de opinião para algradar alguém, por ser de bom grado dizer aquilo que a pessoa espera? Por quanto tempo não empurramos questões mal resolvidas apenas pelo comodismo ou porque temos medo de largar? Quantas vezes esquecemos de olhar para nós mesmos ou ao nosso redor, e admirar as coisas mais simples da vida, como apreciar uma comida pelo sabor que ela tem, cada tempero, cada cheiro ou textura?
Não é fácil largar tudo e começar de novo, não é fácil mudar de idéia e nem sempre é possível expressar exatamente aquilo que estamos sentindo, mas eu acredito que esse seja o verdadeiro valor da vida, ser alguém por nós antes de ser alguém pra alguém.
O filme me fez repensar em tudo que eu sonho, que eu quero e tudo que tenho feito pra que essas coisas aconteçam. E espero, que em cada meditação, cada oração que eu faço, eu leve luz e paz para todos aqueles que eu amo.

Mundo blogueiro

Hoje me peguei lendo um blog do qual sou fã, mas sou uma fã em silêncio, pois quem o escreve nem sabe que eu insisto em lê-lo com frequência e que faço comparações da minha vida com a vida dele, e que todas as suas palavras me tocam profundamente.
Digamos que sou uma admiradora secreta do tal, que assina suas postagens com pseudônimo, fazendo com eu sinta ainda mais vontade de reconhecer o seu rosto um dia pela rua.
Imagine, eu andando pelas ruas do Leblon e, subtamente me pegar encarando alguém e jurar a mim que é ele o dono do blog que me faz viajar e imaginar milhões de coisas diariamente.
O blog não fala em nada especial, apenas experiências diárias de quem o escreve, mas com tantos detalhes de um livro de romance e com características doces que são capazes de adoçar meus sonhos e me arrancar um sorriso sincero.
Na verdade comecei a me apaixonar por blogs a pouquíssimo tempo, quando criei este, eu andava lendo muitos blogs e livros e me empolguei em ter um espaço onde eu pudesse escrever meus pensamentos e dividir um pouco das coisas que eu lia, mas não tive mais criatividade para escrever nada, e abandonei essa vida. Resolvi retornar hoje após comentar centenas de vezes no blog de uma amiga que está fazendo muito sucesso no mundo das blogueiras.
Aproveito aqui pra indicar às amigas mulheres, e aos homens que pretendem presentear ou entender um pouco do mundo feminino. http://www.naoqueromais.net/
Pretendo ainda sonhar e me deliciar com milhares de blogs por aí, e quem sabe um dia ter no meu blog alguém como eu, um admirador secreto dos blogs...

Um novo mundo

Hoje resolvi tirar a poeira desse blog e recomeçar a escrever.
Muitas novidades na vida, muitas dúvidas e angústia, mas principalmente muitas felicidades.
Aos poucos vou atualizando tudo aqui, poderia até fazê-lo agora, mas sabe como é né? Monografia, estão o tempo é bem curto e as atividades são bem longas...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um homem Inteligente Falando das Mulheres... Luis Fernando Veríssimo

O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.

Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha “Salvem as Mulheres!”.

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

1. Habitat

Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

2. Alimentação Correta

Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um “Eu te amo” no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

3. Flores

Também fazem parte de seu cardápio - mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

4. Respeite a Natureza

Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

5. Não Tolha a sua Vaidade

É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apóie.

6. Cérebro Feminino Não é um Mito

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo ( e algumas realmente o aposentaram ). Então, aguente mais essa: Mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres. Não faça sombra sobre ela...

Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: Mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

E meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire GAY.

Só tem mulher de verdade, quem pode!!!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Surto patriótico!
Que viva a Copa do Mundo, a única competição onde brasileiros se entendem e tem o mesmo propósito: mandar o Galvão calar a boca!
Sejamos sinceros, que mesmo com todos os defeitos e a mania de falar durante o jogo todo, até mesmo coisas sem interesse nacional, fazemos, pelo menos quase todos, questão de assistir o jogo do Brasil narrado por ele, afinal, não há narrador que grite GOOOOOOOOL com tanta empolgação!
É bonito ver as ruas e bares enfeitados e o povo vestido com as cores da bandeira, dá aquela sensação de que enfim teremos do que nos orgulhar no país e espero que o time não nos desaponte!

terça-feira, 1 de junho de 2010


Eu poderia usar minhas próprias palavras para descrever o show da minha banda favorita, mas acho que não conseguiria atingir as palavras como esse jornalista conseguiu. Então faço as palavras dele, como minhas!!!

LUIGI PONIWASS - Gazeta do Povo - Publicado em 01/06/2010

Confesso que eu estava com medo de que veria a última apresentação do Aerosmith em solo brasileiro, sábado, no Estádio Palestra Itália, em São Paulo. O tombo de Steven Tyler (que resultou num ombro fraturado e 20 pontos na cabeça em agosto do ano passado), o sumiço dele em novembro – para se tratar numa clínica de recuperação – e a consequente busca por um novo cantor (o guitarrista Joe Perry chegou a anunciar um concurso para substituir Tyler) poderiam ter deixado cicatrizes profundas na banda norte-americana.

Não parece ser o caso. Quem tomasse por base o show na capital paulista, diria que o Aerosmith continua em plena forma e que o relacionamento entre seus integrantes permanece cordial e saudável. Do momento em que Steven Tyler gritou “Sao Paulo, are you reaaaady?”, às 21h35, até a despedida, por volta das 23h40, as 38 mil pessoas que lotaram o estádio do Palmeiras viram um grande espetáculo de rock, cheio de hits, executado por uma banda competente e bem disposta. O único reflexo do acidente de agosto foi um Steven Tyler um pouco mais comedido. Aos 62 anos, dessa vez ele não arriscou saltos mortais ou outras piruetas mais ousadas. Em compensação, sua voz continua a mesma: poderosa, rasgada e estridente.

De cara, duas mudanças em relação à performance de Porto Alegre, no dia 27: “Eat the Rich” e “Back in the Saddle” – na qual Tyler já mostrava que continua berrando como um garoto. Com a máquina aquecida, dispararam mais três petardos: “Love in a Elevator”, “Falling in Love (It’s Hard on the Knees)” e “Pink”. Então veio “Dream On”, o primeiro sucesso da banda, de 1973. É aquela música em que toda a plateia fica esperando para ver se o cara (no caso, Tyler) vai conseguir reproduzir os absurdos guinchos da parte final. E ele foi lá e fez igualzinho – como se tivessem passado 37 dias e não 37 anos.

Depois vieram “Living on the Edge”, “Jaded” e uma nova surpresa: a ótima “Kings and Queens”, do álbum Draw the Line, de 1978. Retomaram o script com as irmãs “Crazy” e “Cryin’” (famosas pelos clipes com Alicia Silverstone), e com o solo de bateria de Joey Kramer – que emulou John Bonham, do Led Zeppelin, tocando com as mãos. Em seguida, o clima esfriou um pouco com “Lord of the Thighs”, de 1974. Foi a senha para incendiar de novo a galera com a grande sacada performática da noite: um duelo entre o avatar de Joe Perry no game Guitar Hero, projetado no telão, e o guitarrista real – vencido, naturalmente, pelo último.

Nova catarse se sucedeu com a galera cantando a capella a parte inicial de “What it Takes”, power ballad de Pump, de 1989. “Sweet Emotion” marcou a hora de jogar os holofotes sobre o baixista Tom Hamilton. Na sequência a banda tocou “Baby Please Don’t Go”, clássico de Big Joe Williams regravado no álbum Honkin’ on Bobo, de 2004. O rockão “Draw the Line” foi a última música antes do bis. Depois de uns poucos minutos, ecoou no estádio o poderoso riff de “Walk this Way”, sucedida por outra surpresa, “Toys in the Attic”, de 1975, que encerrou o show.

Para o meu gosto, só faltou a açucarada “I Don’t Want to Miss a Thing” (do filme Armageddon), que constava do setlist de Porto Alegre. Uma pequena frustração, compensada com a forma carinhosa com que Joe Perry apresentou seu companheiro Steven Tyler: “o maior cantor do planeta, o demônio dos gritos”. Parece que o Aerosmith ressuscitou outra vez. Cocked, locked, ready to rock...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Tempo...

Exigências da vida moderna (quem agüenta tudo isso???)

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.

Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E depois uriná-los, o que consome o dobro do tempo...
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para...
não lembro bem para o que?, mas faz bem!
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.........

Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia. UFA !!!

E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, dabanana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes,passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.CAGANDO NÉ !!!

Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. TÁ DIFICILLLLL...

As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meiahora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma)!

E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar das minhas amizades quando eu estiver viajando.

Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.

Ah! E o sexo!!!!
Todos os dias, um dia sim, o outro também, tomando o cuidado de não se cair na rotina.

Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.

Dizer EU TE AMO,
toda hora, ''ainda pego quem inventou essa neura...que saco!!!''

isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação... se tiver, tem que brincar com ele, pelo menos meia hora todo dia, para ele não ficar deprimido....

Na minha conta são 29 horas por dia.

A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!

Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes ao mesmo tempo.

Chame os amigos e seus pais, seu amor, o sogro, a sogra, os cunhados...
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher. Não esqueça do EU TE AMO, (Vou achar logo quem inventou isso, me aguarde).

Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria umDanoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.

Agora voce tá ferrado mesmo é se tiver criança pequena, ai lascou de vez, porque o tempo que ia sobrar para voce...meu..., já era!!! criança ocupa um tempo danado.

Agora tenho que ir.

É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro e correndo.

E já que vou, levo um jornal...

Tchau....

Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.

Luís Fernando Veríssimo

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Nunca?

Bom dia!!



Engraçado como resolver 1 pequeno problema, perto de uma vida tão cheia deles, pode melhorar o seu humor, as dores no corpo, a enxaqueca e até a dificuldade de respirar.
Me peguei hoje rindo atoa, do sol que batia no meu óculos e refletia na porta de um carro estacionado. Me olhei no espelho e sorri.
Leve e preocupada, mas uma preocupação saudável, que não vai tirar o meu sono.
Agora é renovar, começar a me concentrar no que eu realmente quero pra mim, afinal, o que eu não quero eu já sei!
Hoje, diferente de todos os outros posts já escritos aqui, estou FELIZ e pretendo manter assim daqui pra frente.
OBRIGADA!
"O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior."Alfred Montapert
All the small things
True care, truth brings
I'll take one lift
Your ride, best trip
Always, I know
You'll be at my show
Watching, waiting
Commiserating
Late night, come home
Work sucks, I know
She left me roses by the stairs
Surprises let me know she cares

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Vida adulta

É tão difícil ser adulto. Tão difícil tomar decisões.
Cometer erros depois de ter saído da fase adolescente, parece algo quase que mortal, vc é julgado a todo tempo, pressionado e perde a cabeça, se estressa, fuma uns cigarros e se mata aos poucos.
Tudo que acontece parece que deixa sua vida perdida, complicada e mais ainda, sem solução.
Paz? Na vida adulta? Ahh como é difícil!
Você já teve um momento que pifou? Perdeu a razão e não soube solucionar aquilo que fazia o seu sono sumir? Eu tive, pela primeira vez, não tive coragem de assumir a minha vontade e fui infantil, imatura e agora preciso assumir as consequências, sejam elas as que vierem pela frente.
Eu estava completamente perdida e parece que dobrei as dificuldades.
Não sei se foi um conjunto de coisas, se foi uma coisa, só. Se foi uma saudade que me cega e não me deixa pensar, ou se foi o medo da solidão.
Não sei quanto tempo isso vai demorar pra passar, na verdade nem sei se vai passar. Mas vou tentar aguardar com calma. Só espero que o futuro esteja guardando algo bom....

domingo, 9 de maio de 2010

Posso Errar?


Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir.



Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro — concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar.
Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos.
Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Manual do namoro à distância

Introdução

Bom, quando eu digo “namoro à distancia”, quero dizer distancia mesmo. Uns bairros ou até mesmo na cidade vizinha há vinte minutos não conta.
Se qualquer relacionamento já é por si só, complicado, imagine se relacionar com uma pessoa que não está fisicamente perto de você. É complicado. Nesse tipo de relacionamento, tudo se potencializa: os ciúmes são maiores, a saudade é maior (lógico), as discussões bobas, enfim, tudo se potencializa pelo simples fato de não ter a pessoa ali do seu lado. Vou tentar falar sobre pontos específicos, se faltar algum, cartas pra redação.

Ausência

Parece óbvio, mas não é. No início você acha que vai ser fácil, afinal, você nem via a sua ex todo dia e não morria por isso. Mas quando você percebe que você não vai poder ver a sua namorada nem se você quiser, aí ferrou. Você tem um boteco com os amigos, ela não vai; aniversário, batizado, churrasco, nada dela ir também; cinema, teatro ou jantar, só em raras ocasiões, e isso se você der a sorte que eu não dei de ter uma sogra que entenda a saudade que vocês sentem um do outro. No começo é legal, dá saudade, mas depois fica complicado não poder contar com a pessoa que você ama do seu lado quando você precisar.
Nesse caso o melhor a se fazer é arruma uma maneira de não se sentir tão longe da outra pessoa: internet, SMS, telefone (se não for muito caro), enfim, uma maneira de, pelo menos de algum modo, ter a pessoa um pouco mais dentro da sua vida. E um ponto importante aqui: caso você seja uma pedra de gelo e goste de ver a outra pessoa só uma vez por semana, nunca, jamais, diga que não entende como ela pode ter tanta saudade. Ninguém é obrigado a se sentir como você se sente.

Ciúmes

Bom, aqui o bicho começa a pegar. Namorando alguém que more longe você vai conhecer seu verdadeiro ‘eu’. Se você não é ciumento, vai ficar. Se é um pouco, vai piorar. Se é muito, camarada, ta fodido, vai virar um montro. É muito mais fácil confiar quando você poderia esbarrar com a outra pessoa em uma esquina a qualquer momento. É muito fácil não ter ciúmes dos amigos dela quando você os conhece, e os vê até com certa freqüência. Agora, não ter ciúmes quando a outra pessoa sai com os amigos ou algo que o valha a centenas de quilômetros da sua casa é oooutra estória.
Pro seu namoro não virar um inferno, tente se controlar. Tente entender que não há nada que se possa fazer, senão vocês vão virar dois parasitas que só ficam dentro de casa. Tente contornar, tente conhecer as pessoas que a cercam. Quando ela sair, se distraia: jogue videogame, trabalhe, saia também, sei lá, dá seu jeito. Ou então passe a noite no meu blogue lendo, você não vai se arrepender. Uma coisa que se deve evitar de qualquer maneira é fazer ciúmes de propósito. Acredite em mim: não vai passar tão rápido. Não piore uma coisa que já é complicada. Faça o máximo para tentar amenizar os ciúmes da sua namorada. E os seus, claro.


Insegurança

Rapaz, esse é um ponto chave pro assunto. Não to falando de insegurançazinha boba de adolescente. To falando de insegurança real, baseada em fatos reais e levando-se em conta a situação como um todo. Todo mundo gosta de ter alguém por perto, inclusive a sua namorada. O perigo aqui é se tornar paranóico com a idéia de que a qualquer momento ela via se envolver com alguém que esteja por perto. Isso pode acontecer? Claro, como poderia se ela morasse na casa do lado da sua. Poder acontecer pode, mas você não precisa ficar pensando nisso o tempo todo.
A solução nesse caso é, pra sua insegurança, primeiro relaxar. Não adianta ficar pensando nisso, porque se tiver que acontecer, vai acontecer ou não independente de você pensar nisso ou não. Tente fazer com o que o pouco tempo que vocês passam juntos seja prazeroso, e tente minimizar as brigas e discussões bobas, pra depois não ficar pensando besteira por aí, achando que ela vai te trair ou arrumar outro só porque vocês brigaram. E claro, torcer pra que ela seja madura o suficiente pra perceber que vocês se amam e que vai valer a pena depois segurar as pontas agora.
Quanto à parte dela, faça o mínimo pra que ela se sinta segura, e perceba que se você ta com ela nessas circunstâncias, não é a toa. Não fique falando das suas amigas mulheres o tempo todo pra que ela não se sinta menos importante. Dê atenção a ela e mostre que você está ali sempre que ela precisar, ainda que longe. Não se esconda dela pra atender ao telefone nem “esqueça” de contar detalhes, como dizer que a sua amiga estava no bar com vocês também ou que sua ex te ligou pedindo um favor. Mesmo que você seja esquecido e retardado como eu, esses deslizes podem fazer ela pensar que você tinha motivos pra “esquecer” de contar isso.

Sexo

Bem, esse ponto é bem complicado. Se você não for casado, nem for o Zé Mayer, o Chico Buarque ou não viva disso, provavelmente você não faz sexo todos os dias. Então, se você consegue ver sua namorada e, digamos, saciar essa loucura, dentro de ti, um peixe, para enfeitar de corais sua cintura e fazer borbulhas de amor à luz da lua, pelo menos uma vez por semana, não dá pra morrer. Mas se a frequência é menor o bicho pega. No começo você acha que é até melhor, tamanho fogo de vocês quando se vêem. Mas depois de um tempo, até catalogo de roupa de inverno vai fazer você levantar a mesa sem usar as mãos, com o perdão da expressão feia.
Pior ainda se a sua namorada for muit mais nova e não puder vir te ver. Aí, camarada, recomendo muitos banhos frios e um hobby que te ocupe bastante o tempo, como aprender a tocar um instrumento ou… Tá bom, aprender a tocar um instrumento não foi uma boa idéia. Tente não pensar muito nisso, e não ficar contando os dias para a próxima vez. Eu sei – e como sei – que é difícil, mas há de se tentar. E todo dia antes de dormir assista a algum bom documentário sobre a Antártida, sobre formigas ou desertos. Mas se os camelos começarem a rebolar muito, desliga a TV e vai dormir. Infelizmente, não encontrei nada que funcione nesse caso. A quem encontrar ofereço minha eterna gratidão, alem de um polpudo cheque como agradecimento.